terça-feira, abril 24, 2007

A extinta graça do Casseta e Planeta


A melhor capa da Casseta Popular de todos os tempos


Essa maravilhosa obra-prima do trocadeiro brasilho é de logo que as trupes da Casseta Popular e do Planeta Diário se uniram pra formar o Casseta e Planeta. Essa matéria, uma das minhas preferidas, foi publicada na revista Casseta e Planeta nº 2. Deixou saudades a época. Recomendo também os ótimos discos deles, "Preto Com Um Buraco No Meio" e "Pra Comer Alguém". É fácil encontrar pra download na internet. O que a Rede Glóbulo não faz com bons humoristas, hein...

Grandes Personagens Da Nossa Química
Aldeído Fenol (*1920 +1974)

Filho bastardo da ligação covalente de um gás nobre e uma substância pura, que não soube usar a tabelinha periódica, Aldeído Fenol ficou conhecido por seu temperamento explosivo, já que costumava provocar reações eletrolíticas sempre que alguns maus elementos, ou metais da pesada, como o trio Bismuto (Bi), Irídio (Ir) e Tálio (Ti), discordavam dele.

Empresário de sucesso, era conhecido como o "rei da segunda via", por causa da enorme quantidade de complexos de carbono que vendia em escritórios e repartições. Mas com o advento do Xerox, Aldeído foi à bancarrota e conheceu a miséria.

Em situação deplorável, teve que se sujeitar a tudo, tendo, inclusive, entregado seu anel benzênico a diversos elementos, como os famigerados Paládio (Pd), Molibdênio (Mo) e Cádmio (Cd), que não dispensaram a oportunidade de meter-lhe o Ferro (Fe). Comenta-se que até o Titânio Arnaldo Antunes e o eterno craque Zinco estiveram naquele Cobre (Cu). O contato com metais de transição, que jamais desejaram uma ligação estável, fizeram de nosso saudoso Fenol uma figura insípida, inodora e incolor. Aldeído vivia na maior água.

No início dos anos 70, enveredou pelo caminho das drogas, cheirando polímeros e fazendo uso de um ácido de alto PH que tirava os seus nêutrons de órbita. Desempregado, nas CNTP vivia em estado sólido, mas, mesmo duro, Aldeído não conseguia abandonar o vício, queimando suas parcas economias ao vender as suas últimas propriedades químicas.

Numa triste tarde de outubro, Aldeído foi preso e levado para uma cadeia molecular de segurança máxima. Lá recebeu uma pressão de um vapor, que havia lhe adiantado uns compostos orgânicos. Depois de uma acalorada (+ ou - 360º Fahrenheit) discussão, o marginal partiu para a violência e, usando sua massa molecular, trucidou o pobre Aldeído Fenol, que não teve tempo nem para uma simples reação iônica.

Um comentário:

André Julião disse...

De vez em quando eu volto para reler isso. É genial!