sexta-feira, agosto 31, 2007

Beto Jamaica explica a imigração oriental


O old-school É o Tchan.


No ano de 1999, o grupo de filósofos e pensadores denominado É o Tchan nos proporcionou momentos de sabedoria e conhecimento com sua canção "Arigatchan", na qual dissertavam sobre a cultura nipônica e suas tradições, e mostravam o quão deslocados os nipo-brasileiros se sentiam no país do futebol, da Vivi Fernandez e do tiroteio.

A dança é fácil
Não tem bicho papão
Vem lá da Ásia
Vem das bandas do Japão
O latino - americano o Tchan do Brasil
Chega ensinando
Pra quem nunca viu


Neste trecho, o mestre Jamaica introduz sua tese, mostrando a origem de seu objeto de estudo, e deixando bem claro que pretende passar seu conhecimento aos ouvintes, explicitado no trecho "...chega ensinando pra quem nunca viu".

Vem do Oriente
Pra mexer com a gente
Vem quebrar gostoso, aqui no Ocidente
Sei que você gosta
Sei que você deixa
Todo mundo ligado na dança da gueixa


Na continuação de sua apresentação formal, Roberto Jamaica diz que os orientais o incomodam, pois "mexem com ele", e vêm para cá apenas para fazerem "quebra-quebras". Apesar de tudo isso, ele reconhece que gosta de uma nipônica, mesmo que elas apresentem ausência daquilo que ele mais gosta, o "tchan". Mais sobre isso a seguir.

Arigatô, ô, ô, ô, ô
Saionará, á, á, á, á
Samurai quer ver bumbum mexer
Samurai quer sushi pra comer
Samurai quer amarrar o Tchan
Samurai quer tchan, tchan, tchan, tchan


Esse trecho nos mostra que o Tchan era uma banda avançada, demonstrando nesse verdadeiro tratado sobre a cultura nipônica que o japonês (no caso, o sr. Samurai), quando se encontra em território brasileiro, aprecia ver nádegas e derriéres das representantes do sexo feminino do país, pois as asiáticas são naturalmente desprovidas de glúteos. Aqui, o que ocorre é exatamente o contrário, e fiofó é o que não falta, com a graça de Deus.

Essa constatação produz no nipônico a sensação de fome, ou se analisarmos o duplo sentido que o verbo "comer" imprime, que o Samurai em questão, ao ver nádegas brasileiras em movimento tem a necessidade de iniciar um intercurso com uma delas. Isso ocorre porque o sangue de seu corpo começa a ter um fluxo maior, deixando-o em estado de ereção.

Na última sentença, pode-se notar que após tal acontecimento peniano ter lugar, o nipônico se desespera, pois os asiáticos são conhecidos por terem reduzida longitude peniana, e com essa frustração, imagina como seria bom se pudesse amarrar o 'tchan', coisa que povos como o indiano e o africano fazem sem maiores problemas.

Enfim, para que essa canção pudesse ser melhor ainda, eu sugeriria mais incursões do digníssimo senhor Cumpadi Washington, que acrescentaria muito à música referida, com seus sempre pertinentes comentários, como por exemplo o "Tchan! Tchan!", o "Eu gosto muuuuuuuuuuuuuitcho" e o "Dudududududupá".

Sem mais.

3 comentários:

Léo disse...

Jão, concordo com tudo, especialmente com o último parágrafo.

O Cumpadi enriquece qualquer música com suas onomatopéias...

Ordináriaaaaaaaaa!

Abrass

André Juliao disse...

Po, o Léo já disse tudo que eu ia dizer. Cumpadi Uóxitu era uma espécie de assistente do grande sociólogo Jamaica, fazendo comentários onomatopaicos como "Tcha-an, tchan-an", "dududududpáá".

Sociologia pura!

Tati disse...

PEDI PÁ PÁRA, PARÔ!

Muito pertinente sua análise, João. :o)