segunda-feira, agosto 17, 2009

Eu tenho porcos no quintal

Você já ouviu a história que o Kiss teria copiado o Secos e Molhados com suas maquiagens e trejeitos? Tá, essa com certeza é balela. Mas que o Exxótica devia ter copiado um pouco melhor o Kiss, isso devia.



A banda Exxótica (não me pergunte o porquê dos dois X, deve ser numerologia) é algo como um Kiss subdesenvolvido, um hard rock oitentista feito no Brasil com todos os erros e acertos que isso pode trazer. A pérola-mor é "Porcos No Quintal", cantada pelo baixista Marcelo Rossi (é sério!), vulgo "Reverendo". Ele é o equivalente ao Gene Simmons na banda, com voz rouca e maquiagem meio que imitando um Ying Yang (ou um 69). A música é do disco "Capítulo II", de 2004. Assista, a música com certeza vai pra um lugar especial em seu coração;



Eu sei que você se apaixonou pela música, então, para os mais fanáticos pelos suínos no quintal, segue o lirismo do maestro Marcelo Rossi.

Porcos No Quintal
Composição: Daniel Iasbeck/Marcelo Rossi

Tira essa coisa daqui
Tira esse lixo daqui
Tira esse nojo daqui
Tira essa merda daqui
Tira o fedor daqui
Tira essa porra daqui
Tira essa puta daqui
Caralho!!!

Escroto!
Vadia!
Escroto!
Vadia!

Eu tenho porcos no quintal
E todos eles cheiram tão mal
Mas o que é que eu vou fazer
Se é minha merda que eles querem comer

Tira o esgoto daqui
Tira esse câncer daqui
Tira esse cancro daqui
Caralho!

Escroto!
Vadia!
Escroto!
Vadia!

Eu tenho porcos no quintal
E todos eles cheiram tão mal
Mas o que é que eu vou fazer
Se é minha merda que eles querem comer

domingo, agosto 09, 2009

Maravilhas do transporte público



Você já andou de metrô/ônibus/lotação/trem? Tenho certeza que sim. Todo mundo (menos a Paris Hilton, Stephany e pessoas assim) já andou pelo menos uma vez no espetacular transporte público brasileiro, com seu conforto delicioso, aroma de rosas e silêncio relaxante. NOT.

Eu, como pedestre que sou (prometo tirar a carta ainda esse ano, tá, Dri?), conheço bem toda a dor e delícia de se andar de ônibus, lotação, trem, metrô e adjacências, por praticamente toda a cidade de São Paulo Rock City. E, como sou um Rob Fleming frustrado, vou listar alguns dos meus maiores ódios com o transporte público que o sr. Kassab diz estar lutando pra melhorar. Rá!

1) Passageiros amigáveis e deliciosamente cheirosos - Não importa o meio de transporte, sempre tem um cara legal que vai te irritar durante todo o percurso. Os tipos mais notáveis são:
1a) Os fedidos - Especialmente na hora do rush, o cheiro de sovaco molhado impera, às vezes misturado com o inebriante aroma de peido azedo, e casualmente acompanhado com o apetitoso cheirinho de pinto sujo. O mais legal é degustá-los em ônibus lotados, quando a axila pode vir bem pertinho de seu nariz, assim fazendo a viagem se tornar uma experiência inesquecível.
1b) Os conversadeiros - Pessoas como essas podem te ajudar a ter assunto em mesas de bar, o que é um lado positivo. Mas quando a viagem é longa e irritante, a história de uma senhora e sua ida à Igreja Universal do Reino de Deus para livrar-se de todo mal pode ser um monumental chute nos bagos.
1c) Os musicais - O advento do celular com mp3 pode ter sido uma benção, tirando aqueles ringtones em midi irritantes de circulação e dando à muitos a oportunidade de ouvir sua musiquinha com seu fone de ouvido durante suas viagens. Poréééém... alguns sonham em ser DJs e querem compartilhar seus sons com o planeta. E em 99.8% dos casos, o som é péssimo. Os preferidos são funk, forró, pagode e raps da moda. Existem também os que ouvem música evangélica, mas estes oferecem a outra face, se xingados.

2) Motoristas de GTA - Em ônibus e especialmente em lotações, o motorista pode ser seu melhor amigo ou seu pior inimigo. Se você gosta de fortes emoções, recomendo pegar a lotação para a estação Belém na Av. das Cerejeiras, da Zona Norte de São Paulo. Os motoristas são Hell's Angels frustrados e dirigem seus veículos como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há (RUSSO, Renato; 'Pais e Filhos'; 1988). Costuram entre os carros, brecam repentinamente, buzinam a cada dois segundos e farol vermelho é para os bobos. Segure-se no seu banco e finja que está no Sky Coaster.

3) Estação Sé - Essa estação do metrô merece um número especial. A Sé, para quem não conhece, é algo como se todos os habitantes da China se reuníssem, após um belo e suado jogo de futebol, em um cubículo de 2m². Quando o trem chega, você só precisa levantar os braços: automaticamente você é levado para dentro do vagão junto com a massa fedegosa. Mas assim que estiver dentro, segure-se, ou você acaba saindo pelo outro lado. Uma vez lá dentro, prepare-se para o bate-cabeça, pois as cotoveladas são mais fortes que em um show de hardcore nos anos 80. Não esqueça de continuar segurando até chegar em sua estação de destino, que provavelmente terá 300 pessoas de Esparta na frente da porta impedindo sua passagem.

4) O vão do trem - Ah, a CPTM, como te amei no ano de 2007. Trabalhei na Lapa, e pegava o trem maravilhosamente cheio às 6 da tarde todo dia, e todo santo dia tropecei naquele imenso buraco de 3 metros entre a plataforma e o trem. Já vi gente caindo, senhoras tropeçando, torcendo o pé, gritando, e tudo mais. Enfim, trem na hora do rush é quase Jogos Mortais. Ouça RZO com "O Trem".

5) Periodicidade - Não acredite no site da SPTrans, não acredite no 156, trust no one. O seu ônibus com certeza vai demorar mais que os outros para chegar, e quando chegar, você vai estar olhando para o outro lado. A menos que você fume (se é que hoje em dia um fumante pode fumar em ponto de ônibus), se for o caso, basta você acender um cigarrinho que seu meio de transporte favorito virá te buscar! Apague o cigarro na sola do sapato e guarde de volta no maço.

E você, o que mais valoriza no maravilhoso sistema de transporte público de sua cidade?